Um roteiro encantador pelas cidades mais charmosas de Minas para fazer em apenas 5 dias
Um roteiro de 5 dias por cidades históricas, igrejas, ruas antigas, comida mineira e paradas marcantes no coração de Minas
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
23/06/2026
Um roteiro pelas cidades históricas da Estrada Real Minas Gerais precisa ser bem escolhido, porque a rota inteira é grande demais para caber em cinco dias. A saída é fazer um recorte inteligente, ligando Ouro Preto, Mariana, Congonhas, São João del-Rei e Tiradentes, com tempo para caminhar, comer bem e entender por que esse caminho atravessa tanto da memória mineira.
Por que não tentar fazer a Estrada Real inteira?
A Estrada Real é considerada a maior rota turística do país, com mais de 1.630 quilômetros passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ela reúne quatro caminhos principais, ligados ao trânsito do ouro e dos diamantes no período colonial.
Por isso, cinco dias não são suficientes para “zerar” o roteiro. A melhor escolha é montar uma viagem de cidades históricas, com deslocamentos viáveis e paradas que se completam. Para esse recorte, o caminho fica mais coerente assim:
Ouro Preto;
Mariana;
Congonhas;
São João del-Rei;
Tiradentes.
O primeiro dia pertence a Ouro Preto
Ouro Preto pede chegada cedo e disposição para andar. A cidade concentra igrejas, museus, ladeiras, mirantes e ruas que explicam boa parte da história da mineração em Minas. Em um roteiro curto, ela precisa ser base, não parada apressada.
A escolha do primeiro dia deve ser objetiva. Em vez de tentar visitar tudo, priorize o centro histórico, a Praça Tiradentes, a Igreja de São Francisco de Assis e uma pausa para ver a cidade com calma. O melhor de Ouro Preto aparece quando o roteiro deixa espaço para imprevistos.
Como encaixar Mariana sem tratar a cidade como anexo?
Mariana fica muito perto de Ouro Preto, mas merece atenção própria. A cidade foi a primeira vila, primeira cidade e primeira capital de Minas, além de guardar um centro histórico importante para entender o início da formação urbana mineira.
No segundo dia, o roteiro pode começar pela Praça Minas Gerais e seguir por ruas próximas, com tempo para a Catedral da Sé e outros pontos do centro. Quem quiser ampliar a experiência pode incluir a Mina da Passagem, entre Mariana e Ouro Preto:
Praça Minas Gerais;
Catedral da Sé;
Rua Direita;
Mina da Passagem.
Congonhas entra como parada de impacto no caminho
No terceiro dia, a viagem pode seguir para Congonhas antes de chegar a São João del-Rei. A cidade é lembrada principalmente pelo Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde estão os profetas de Aleijadinho e o conjunto ligado à arte barroca mineira.
É uma parada que não precisa ocupar o dia inteiro, mas não deve ser feita correndo. O ideal é reservar tempo para o santuário, observar os detalhes das esculturas e seguir viagem sem transformar Congonhas em simples ponto de passagem.


Turistas seguram passaportes carimbados da Estrada Real em cidade histórica de Minas Gerais - Foto: Igor Souza


Rua histórica com casario colonial e igreja ao fundo em São João del-Rei MG - Foto: Igor Souza
O que São João del-Rei entrega de diferente?
São João del-Rei muda o ritmo do roteiro. A cidade cresceu no ciclo do ouro, preserva centro histórico expressivo e mostra estilos arquitetônicos que vão do barroco ao ecletismo. Ela tem escala maior que Tiradentes e vida urbana mais movimentada.
Depois de dias em cidades muito marcadas pelo turismo histórico, São João ajuda a equilibrar a viagem. O roteiro pode combinar igrejas, pontes, ruas antigas e uma caminhada sem pressa pelo centro. Para organizar melhor a parada, foque no essencial:
Igreja de São Francisco de Assis;
centro histórico;
pontes e casario;
passeio até Tiradentes, se houver operação.
Tiradentes fecha o roteiro sem exigir pressa
Tiradentes combina bem com o quinto dia porque concentra boa parte da experiência em um centro pequeno. A cidade nasceu no contexto do ciclo do ouro e preserva ruas antigas, igreja matriz, lojas, restaurantes e vista para a Serra de São José.
Aqui, a viagem pode desacelerar. Caminhar pela Rua Direita, visitar a Matriz de Santo Antônio, escolher um almoço com calma e circular pelo centro já entregam um bom fechamento. Para quem tiver tempo, vale ajustar o dia com pequenas escolhas:
centro histórico pela manhã;
Matriz de Santo Antônio;
pausa para almoço;
fim de tarde na região central;
pernoite antes da volta.
+ Leia também: O cenário que você precisa visitar pelo menos uma vez na vida
Vale usar o Passaporte da Estrada Real nesse roteiro?
O Passaporte da Estrada Real pode deixar a viagem mais interessante para quem gosta de registrar o caminho. O Instituto Estrada Real oferece versões física e virtual, com carimbos em cidades participantes e certificados ao fim dos caminhos completos.
Nesse roteiro de cinco dias, ele funciona mais como lembrança e incentivo para futuras viagens do que como meta final. A Estrada Real Minas Gerais não se esgota em uma semana, muito menos em cinco dias. Mas esse recorte já entrega história, comida, arte, igrejas e deslocamentos possíveis para quem quer começar pelo coração das cidades históricas.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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