Serro entra na lista de melhores destinos gastronômicos de 2026
Uma revista internacional citou nominalmente esta cidade mineira ao eleger os melhores lugares do mundo para comer em 2026. Veja o que pesou na escolha
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
29/07/2026


Centro histórico do Serro com casarões coloniais, escadaria ajardinada e igreja no alto, MG - Foto: Igor Souza
"Suave e levemente ácido." Foi assim que a Condé Nast Traveler descreveu o queijo do Serro na reportagem que colocou Minas Gerais entre os melhores lugares do mundo para comer em 2026. A publicação é uma das mais influentes do turismo internacional, e o município aparece citado nominalmente no texto. Minas é o único destino brasileiro da seleção.
O que a revista escreveu sobre o Serro?
A reportagem trata o Serro como parte de um roteiro que o visitante percorre por conta própria, sem guia. A cidade fica a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte e integra uma rota turística oficial de Minas Gerais. O que a publicação destacou da região:
cerca de 800 pequenos produtores e fazendas familiares;
mais de três séculos de tradição na produção;
visitas às propriedades ao longo da Cordilheira do Espinhaço.
O texto também menciona outras propriedades mineiras visitadas pelo repórter, como a Fazenda Ventura, em Santo Antônio do Itambé, e a Fazenda Córrego do Taboão, em Espera Feliz. Em ambas, a visita inclui degustação e passagem pelas áreas de produção.
A lista reúne 26 destinos de todos os continentes
O ranking "Os melhores lugares para comer em 2026" foi divulgado em dezembro de 2025 e reúne 26 destinos. Minas Gerais é o único representante brasileiro, apresentado pela revista como um dos tesouros ainda pouco explorados pelo público internacional.
A companhia é de peso e ajuda a dimensionar o tamanho do reconhecimento. Entre os outros nomes citados pela publicação:
Hong Kong;
Bruxelas, na Bélgica;
Guadalajara, no México;
Medellín, na Colômbia;
Fès, no Marrocos;
Udaipur, na Índia.
Por que o queijo pesa tanto nessa história?
Em dezembro de 2024, a Unesco reconheceu o modo de fazer o queijo minas artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Foi o primeiro título brasileiro nessa categoria ligado à alimentação, e ele abrange 106 municípios do estado.
A produção segue uma receita antiga: leite cru, coalho natural e o pingo, fermento retirado do próprio soro que sobra da véspera. Cada fazenda tem o seu, o que explica por que dois queijos feitos do mesmo jeito nunca saem iguais.
Como visitar as fazendas do Serro?
A rota funciona sem hora marcada em grupo: o visitante monta o próprio trajeto e vai de propriedade em propriedade. A Prefeitura do Serro mantém informações sobre a visitação às fazendas produtoras da região. Antes de pegar a estrada, alguns pontos merecem atenção:
confirme a visita com a fazenda antes de ir;
reserve o período da manhã, quando acontece a produção;
leve dinheiro em espécie para as compras;
considere trechos de estrada de terra no trajeto.
A recomendação vale principalmente para quem vai em fim de semana prolongado, quando a procura aumenta. As propriedades são familiares e têm capacidade limitada de atendimento.
+ Leia também: O cenário que você precisa visitar pelo menos uma vez na vida
O que mais de Minas apareceu na reportagem?
A revista dedicou espaço a Tiradentes, citando as vinícolas da região e o Festival Cultura e Gastronomia, cuja primeira edição aconteceu em 1998. A cidade é apresentada como exemplo de destino que multiplicou os restaurantes ao longo das últimas décadas.
Belo Horizonte também aparece com destaque, descrita como capital que vem se transformando em parada obrigatória. Os pontos citados na capital:
a cultura dos botecos;
o Mercado Central;
o Mercado Novo;
os chefs da nova geração;
o Viradão Gastronômico, que volta em agosto de 2026.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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