Por que Carrancas virou um dos destinos mais procurado do Sul de Minas
São mais de 30 quedas d'água transparentes reunidas em uma só cidade mineira. Veja por onde começar, quando ir e o que faz esse destino crescer tanto
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
28/07/2026
Mais de 110 atrações e cerca de 30 quedas d'água concentradas em um só município: é esse número que explica por que Carrancas deixou de ser parada de fim de semana e passou a ser roteiro planejado com meses de antecedência. A cidade, no Sul de Minas, virou referência pela água transparente e pelo acesso organizado aos poços. Quem chega quer saber o que sustenta essa procura.
O que faz de Carrancas a Terra das Cachoeiras?
O apelido de Terra das Cachoeiras tem base concreta: são mais de 30 quedas d'água espalhadas por um território que dá para percorrer em poucos dias. A água costuma ser bem transparente e os poços variam entre rasos e fundos, o que agrada tanto famílias com crianças quanto quem procura mergulho.
Para não se perder no meio de tanta opção, ajuda entender que os atrativos são divididos em complexos. Cada complexo reúne várias cachoeiras próximas, com trilhas e entradas independentes. Os principais são:
Complexo da Ponte;
Complexo da Toca;
Complexo Tira Prosa;
Complexo da Fumaça;
Complexo da Zilda;
Vargem Grande.


Prédio histórico da Estação Ferroviária de Carrancas ao lado da antiga linha férrea - Foto: Igor Souza
Por onde começar quem chega pela primeira vez?
Para uma estreia tranquila, o Complexo da Toca costuma ser a melhor pedida. Fica a cerca de 3 km do centro, com acesso por estrada de asfalto, e reúne o Escorregador, a Cachoeira da Toca e o Poço do Coração num mesmo trajeto.
Outra opção pertinho da cidade é o Complexo da Ponte, a uns 1,5 km, com a Cachoeira Salomão e a Cachoeira do Moinho. São pontos bons para quem tem pouco tempo e não quer encarar longas trilhas logo de cara. Entre os acessos mais fáceis estão:
Escorregador;
Cachoeira da Toca;
Cachoeira Salomão;
Cachoeira do Moinho.
Os complexos mais afastados recompensam quem encara a estrada
Quem tem mais tempo deveria reservar um dia para o Complexo da Zilda, o maior de todos, a cerca de 12 km do centro. Além da Cachoeira da Zilda e da Cachoeira dos Índios, a área guarda inscrições rupestres, sinal de ocupação humana bem antiga na região.
O Complexo da Fumaça também vale o deslocamento, com a Cachoeira da Fumaça, a Véu de Noiva, a Serrinha e a Piscina Borda Infinita. Já em Vargem Grande fica a Cachoeira da Esmeralda, procurada pela cor marcante da água.


Passaporte da Serra das Cachoeiras diante da Igreja Matriz de Carrancas, Minas Gerais - Foto: Igor Souza
Além das cachoeiras, o que mais a cidade oferece?
Reduzir Carrancas apenas às quedas d'água é perder metade do passeio. O município também tem grutas para explorar e áreas de mata preservada, que dão outro ritmo ao roteiro entre um banho e outro. A estação ferroviária também é uma ótima pedida.
Parte da história local aparece nas antigas fazendas do período do Brasil império, que ajudam a entender como a região se formou. Para variar o roteiro, vale incluir na lista:
Grutas para explorar;
Áreas de mata preservada;
Poços de água transparente;
Fazendas do período imperial;
Inscrições rupestres.
Quando ir e o que vale levar na mochila?
Não existe época ruim, mas há diferenças. No período de chuvas as quedas ficam mais cheias e imponentes; nos meses mais secos, a água tende a ficar ainda mais transparente e os acessos, menos escorregadios.
Como boa parte dos passeios envolve trilha e cobrança de taxa de acesso nas propriedades, vale sair de casa preparado. Antes de pegar a estrada, separe:
Calçado com boa aderência;
Protetor solar e água;
Dinheiro em espécie para as taxas.
+ Leia também: Turistas trocam o agito das cidades grandes pelo sossego desse destino
Carrancas pede planejamento para render de verdade
Com dezenas de cachoeiras e complexos espalhados por quilômetros, é impossível ver tudo em um único dia. Muitos acessos ficam dentro de propriedades particulares e alguns pedem acompanhamento de guia local, o que exige organização prévia.
É justamente essa combinação de volume de atrações e natureza preservada que transformou a cidade em um dos destinos mais procurados do Sul de Minas. Quem separa alguns dias e monta um roteiro por complexos costuma voltar com a sensação de que faltou tempo.


Passaporte da Serra das Cachoeiras diante da Igreja Matriz de Carrancas, Minas Gerais - Foto: Igor Souza
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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