Perto de BH, longe do óbvio: 5 bate-voltas que quase ninguém pensa em fazer
Igrejas antigas, estação ferroviária, serra e cultura local formam cinco passeios próximos da capital, longe dos roteiros mais repetidos
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
21/07/2026
Belo Horizonte está cercada por destinos que perdem espaço diante da fama de Ouro Preto, Inhotim e Serra do Cipó. Em até cerca de uma hora e meia de carro, é possível encontrar igrejas antigas, memória ferroviária, comida local e paisagens serranas. Itabirito, Honório Bicalho, Igarapé, Itatiaiuçu e Ouro Branco rendem passeios completos sem exigir hospedagem.
Por que esses destinos funcionam como bate-volta?
As distâncias são curtas, mas os lugares entregam experiências diferentes. Itabirito e Ouro Branco misturam patrimônio e serra; Igarapé mantém referências culturais no centro; Itatiaiuçu chama atenção pelo relevo; e Honório Bicalho, distrito de Nova Lima, preserva uma história ligada ao trem e ao Rio das Velhas.
O ideal é escolher apenas um destino por dia, com tempo para observar a rotina local. Antes de sair, vale considerar:
horários dos espaços;
trânsito nas rodovias;
acesso às áreas naturais.
O que fazer em Itabirito além de atravessar a cidade?
A aproximadamente 60 quilômetros de Belo Horizonte, Itabirito pode ser alcançada de carro em cerca de 50 minutos. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem ocupa a área onde surgiu o núcleo urbano e teve sua construção primitiva iniciada em 1710.
O passeio pode unir história, gastronomia e espaços públicos. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, ligada a ações de restauração, também integra a memória local. Um dia simples pode incluir:
Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem;
Complexo Turístico da Estação;
centro histórico;
pastel de angu;
caminhada sem pressa.


Praça arborizada com flores e antiga estação ferroviária ao fundo em Itabirito, Minas Gerais - Foto: Igor Souza
Honório Bicalho cresceu ao redor dos trilhos
A menos de 30 quilômetros da capital, Honório Bicalho se desenvolveu ao redor de uma estação construída em 1890. O distrito fica às margens do Rio das Velhas e mantém referências da mineração, da ferrovia e da ocupação dessa parte de Nova Lima.
A proposta não é procurar uma cidade turística organizada, mas observar um lugar com vida própria. Há trilhas e cachoeiras na região, porém alguns percursos são longos e exigentes. O acesso deve ser confirmado e, nas caminhadas maiores, a orientação local é a escolha mais segura.
Por que Igarapé merece mais atenção?
Igarapé fica a cerca de 47 quilômetros de Belo Horizonte, com percurso próximo de 40 minutos em condições favoráveis. No centro, a Igreja Matriz de Santo Antônio e a Casa da Cultura aparecem entre os bens inventariados pelo município.
A visita funciona para quem gosta de praças, construções locais e manifestações culturais sem depender de atrações monumentais. Em poucas horas, dá para organizar duas frentes:
patrimônio religioso;
memória municipal.


Praça arborizada com bancos, cobertura e casarões antigos em Honório Bicalho, distrito de Nova Lima - Foto: Igor Souza
Itatiaiuçu troca monumentos grandiosos pela presença da serra
Itatiaiuçu está a aproximadamente 75 quilômetros da capital, com deslocamento perto de uma hora. O nome, de origem tupi, está relacionado à ideia de uma grande pedra pontuda ou denteada, referência ao relevo que marca o município.
A Pedra Grande ajuda a explicar essa identidade, mas o passeio não precisa começar por uma trilha. É possível conhecer primeiro o centro e observar a serra, deixando qualquer subida para uma visita planejada. Antes de seguir, confirme:
condição das estradas;
permissão de entrada;
necessidade de acompanhamento;
previsão do tempo.
O que Ouro Branco reúne em um único dia?
Ouro Branco fica a aproximadamente 100 quilômetros de Belo Horizonte e pode ser alcançada em cerca de uma hora e meia. A Igreja Matriz de Santo Antônio, cuja construção começou no início do século XVIII, coloca a história colonial no centro do passeio.
A cidade também está ligada ao Parque Estadual da Serra do Ouro Branco, criado para proteger uma área de 7.520 hectares. O roteiro pode passar do patrimônio para a paisagem serrana com poucas mudanças de direção:
Matriz de Santo Antônio;
Praça Santa Cruz;
pontos permitidos da serra.
+ Leia também: Turistas trocam o agito das cidades grandes pelo sossego desse destino
Como escolher o melhor passeio?
Itabirito funciona para quem quer história e comida local. Honório Bicalho interessa pela ferrovia e pelo Rio das Velhas. Igarapé oferece uma saída curta, enquanto Itatiaiuçu e Ouro Branco atendem melhor quem deseja incluir serras no roteiro.
Os tempos variam conforme o ponto de saída, o trânsito e as condições das rodovias. A melhor escolha é sair cedo, confirmar o funcionamento dos atrativos e evitar transformar o bate-volta em corrida. Esses lugares mostram que um bom passeio perto de BH não precisa seguir o caminho mais divulgado.


Igreja Matriz de Itatiaiuçu cercada por palmeiras sob céu azul em Minas Gerais - Foto: Igor Souza
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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