Onde a simplicidade da vida no campo encontra a riqueza da natureza, um destino para quem busca paz e inspiração
Entre capela histórica, cachoeiras e vida simples, este vilarejo mineiro revela um lado mais calmo e natural de Ouro Preto
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
30/06/2026
Chapada, localidade situada no distrito de Lavras Novas, em Ouro Preto, mostra um lado menos apressado da região. O lugar reúne capela histórica, cachoeiras, represa e uma rotina de campo que conversa bem com quem busca Turismo Minas Gerais fora dos roteiros mais movimentados. É uma visita para caminhar com calma, respeitar o território e entender que Ouro Preto também vive em seus pequenos núcleos.
Por que Chapada combina tanto com quem busca paz?
Chapada não tem o peso urbano do centro histórico de Ouro Preto nem o movimento mais conhecido de Lavras Novas. Sua força está justamente na escala menor, com ruas simples, entorno natural e uma sensação de pausa que aparece no jeito como o visitante circula pelo lugar.
O roteiro funciona melhor quando não há pressa para “cumprir” atrações. Antes de pensar nas cachoeiras, vale reconhecer o vilarejo como parte da experiência, observando a vida local e respeitando o ritmo de quem mora ali:
caminhar pelo núcleo da localidade antes de seguir para os atrativos naturais;
evitar roteiros longos demais, que transformam descanso em deslocamento;
confirmar acessos e condições das trilhas antes de sair;
respeitar casas, propriedades e orientações locais;
reservar tempo para voltar sem pressa no fim do dia.
A Capela de Sant’Ana dá sentido histórico ao vilarejo
A Capela de Sant’Ana é um dos bens culturais mais importantes de Chapada. Situada na localidade, no distrito de Lavras Novas, ela tem tombamento que inclui acervo integrado, como retábulos, forros, pintura parietal, portada em cantaria e escultura em pedra-sabão na fachada.
Esse detalhe muda a forma de olhar o destino. Chapada não é apenas uma parada de natureza perto de Lavras Novas; é também um lugar de memória religiosa e comunitária, onde a capela ajuda a manter viva uma parte da história local.


Casario simples com portas coloridas, telhados coloniais e vegetação no vilarejo de Chapada - Foto: Igor Souza
O que a natureza entrega sem exagero?
A natureza é parte essencial da visita, mas precisa ser aproveitada com planejamento. Na região de Lavras Novas e Chapada, aparecem atrativos como Cachoeira do Castelinho, Cachoeira Três Pingos, Represa do Custódio, Cachoeira do Falcão e Cachoeira dos Namorados.
Esses nomes mostram que há mais de uma possibilidade de contato com água, serra e paisagem. Mesmo assim, o ideal é escolher poucos pontos por vez, porque acesso, clima e tempo de caminhada podem mudar a experiência:
Cachoeira do Castelinho, também conhecida como Cachoeira da Chapada;
Cachoeira do Falcão, citada entre os atrativos de Ouro Preto;
Cachoeira dos Namorados, ligada a poços mais rasos;
Cachoeira Três Pingos, listada entre as quedas da região;
Represa do Custódio, opção para quem deseja um roteiro mais contemplativo.
A Cachoeira do Castelinho merece atenção especial?
Sim, principalmente por ser uma das referências naturais mais conhecidas da Chapada. A Cachoeira do Castelinho fica a cerca de 9 km de Lavras Novas, no subdistrito da Chapada, e também é conhecida como Cachoeira da Chapada. A trilha de acesso tem dificuldade média, com alguns trechos íngremes.
Por isso, o passeio não deve ser tratado como algo improvisado. Mesmo em um destino de paz, a natureza exige cuidado: calçado adequado, água, atenção ao clima, respeito ao caminho e responsabilidade perto de pedras, poços e quedas d’água.


Casario antigo com janelas verdes, telhado colonial e área verde no vilarejo de Chapada, em Ouro Preto - Foto: Igor Souza
A vida simples é parte da experiência
O valor de Chapada também está no que não chama atenção de imediato. A localidade não precisa de grandes estruturas para fazer sentido. Ela oferece silêncio, casas simples, contato com moradores, paisagem aberta e aquela sensação de estar em um pedaço de Ouro Preto onde o tempo parece menos apertado.
Para quem viaja em busca de inspiração, isso pode valer tanto quanto uma grande atração turística. A experiência aparece nos detalhes do caminho, na pausa perto da capela, na conversa respeitosa e na escolha de fazer menos, mas fazer melhor.
Como montar um roteiro leve por Chapada?
Um bom roteiro por Chapada deve equilibrar memória, natureza e descanso. O erro é tentar encaixar muitas cachoeiras em poucas horas, principalmente sem verificar as condições de acesso. O melhor é escolher um ponto natural, visitar a capela e deixar espaço para caminhar pela localidade.
Para aproveitar com mais segurança, a visita pode seguir uma ordem simples, sem pressa e sem excesso de deslocamento:
começar pela Capela de Sant’Ana, entendendo o valor histórico do lugar;
seguir para um atrativo natural previamente escolhido;
evitar trilhas em caso de chuva forte ou terreno escorregadio;
levar de volta todo lixo produzido durante o passeio;
conversar com moradores ou condutores locais quando houver dúvida sobre acesso;
deixar Lavras Novas para outro momento, caso o tempo esteja curto.
+ Leia também: Turistas trocam o agito das cidades grandes pelo sossego desse destino
Chapada mostra uma Ouro Preto mais silenciosa
Chapada amplia a forma de enxergar Ouro Preto. Em vez de igrejas famosas, ladeiras cheias e grandes museus, o visitante encontra um núcleo pequeno, com capela, cachoeiras e vida de campo. É outra leitura do mesmo município, mais rural e mais ligada ao descanso.
Para o Turismo Minas Gerais, esse tipo de destino tem um valor especial. Chapada lembra que a riqueza de uma viagem nem sempre está na quantidade de pontos visitados, mas na possibilidade de respirar melhor, caminhar devagar e sair de lá com a sensação de ter encontrado um pedaço mais tranquilo de Minas.


Casa simples com telhado colonial, porta azul e cadeiras na área externa em Chapada, Ouro Preto - Foto: Igor Souza
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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