Minas ganha 110 voos extras para facilitar a chegada de turistas nas cidades históricas neste inverno
Mais assentos, chegada por Confins e roteiros de inverno ajudam a ligar visitantes às cidades históricas, serras e festivais mineiros
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
22/06/2026
Minas Gerais entra no inverno de 2026 com um reforço importante para quem pretende viajar pelo estado. A Azul anunciou 110 voos extras no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, durante as férias de julho, somando mais de 17,5 mil assentos adicionais e fortalecendo a chegada de turistas às regiões históricas, serranas e culturais.
Por que 110 voos extras fazem diferença para Minas?
O aumento da malha aérea não é apenas um número bonito para divulgação. Mais voos significam mais opções de chegada, maior circulação de visitantes e uma chance real de movimentar hotéis, restaurantes, guias, artesãos e serviços ligados ao turismo.
No inverno, esse reforço pesa ainda mais porque a procura por Minas cresce em destinos de clima frio, cidades históricas, festivais e roteiros gastronômicos. A chegada por Confins ajuda a distribuir o visitante para diferentes regiões:
cidades históricas como Ouro Preto, Mariana e Congonhas;
roteiros do Campo das Vertentes, como Tiradentes e São João del-Rei;
destinos de serra no Sul de Minas;
capital mineira como base de chegada;
circuitos de gastronomia, cultura e natureza.
Quando os voos extras estarão disponíveis?
A operação extra foi anunciada para o período das férias de julho, quando muita gente aproveita o frio para viajar. Segundo informações do setor aéreo, os voos adicionais acontecem entre 26 de junho e 2 de agosto, período forte para deslocamentos de inverno.
Esse calendário conversa com a temporada turística do estado. Quem pretende viajar em julho deve se organizar cedo, porque o aumento de assentos não elimina a procura alta por hospedagem, restaurantes e passeios nas cidades mais disputadas:
pesquisar passagens com antecedência;
comparar horários de chegada;
reservar hospedagem antes dos fins de semana mais frios;
considerar dias úteis para fugir do pico;
conferir o deslocamento entre aeroporto e destino final.
Como Confins facilita o acesso às cidades históricas?
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte funciona como a principal porta de entrada aérea para Minas. A partir dele, o viajante consegue seguir por estrada para destinos históricos, além de usar Belo Horizonte como primeira parada antes de continuar o roteiro.
Isso não significa que todos os voos extras chegam direto às cidades históricas. O reforço está concentrado em Confins, e a ligação até lugares como Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Congonhas e Diamantina depende de carro, transporte contratado ou ônibus.


Rua histórica em São João del-Rei, Minas Gerais, com casario colonial e igreja ao fundo - Foto: Igor Souza


Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas Gerais, com profetas de Aleijadinho - Foto: Igor Souza
Quais destinos históricos podem entrar no roteiro de inverno?
Ouro Preto segue como uma das escolhas mais fortes para quem quer igrejas barrocas, museus, ladeiras e uma viagem ligada ao ciclo do ouro. Mariana e Congonhas também combinam bem com esse tipo de roteiro, principalmente para quem gosta de patrimônio religioso e história.
Tiradentes e São João del-Rei formam outro caminho muito procurado, com centro histórico, gastronomia e passeio de Maria Fumaça. Já Diamantina ganha força quando o visitante busca música, patrimônio e eventos culturais no inverno:
Ouro Preto e Mariana para história colonial;
Congonhas para arte sacra e patrimônio;
Tiradentes e São João del-Rei para fim de semana histórico;
Diamantina para cultura, música e arquitetura;
Belo Horizonte como ponto de chegada e conexão.
Como planejar a chegada sem gastar energia à toa?
O erro mais comum é comprar a passagem e só depois pensar no deslocamento interno. Minas é grande, e algumas cidades históricas exigem estrada, tempo de viagem e uma organização mínima para que o roteiro não fique cansativo.
O ideal é montar a rota antes de fechar hospedagem. Assim, fica mais fácil decidir se vale dormir em Belo Horizonte na chegada, seguir direto para a cidade escolhida ou dividir a viagem em mais de uma base:
verificar o horário de chegada em Confins;
calcular o tempo até o destino;
evitar estrada tarde da noite;
reservar transporte com antecedência;
deixar margem para atrasos e trânsito.
+ Leia também: O cenário que você precisa visitar pelo menos uma vez na vida
O inverno virou estratégia de turismo em Minas
O reforço de voos aparece dentro de um movimento maior. O programa Inverno em Minas, lançado pelo Governo do Estado em 2024, busca ampliar a visibilidade dos destinos mineiros durante a estação, fortalecendo cultura, gastronomia, patrimônio e natureza.
Na prática, a ampliação aérea ajuda a transformar desejo em viagem. Com mais assentos disponíveis, Minas fica mais acessível para quem vem de outros estados e quer aproveitar o frio, as cidades históricas e a hospitalidade mineira sem depender apenas de longos deslocamentos rodoviários.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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