Igrejas gêmeas e custo-benefício: descubra os encantos históricos dessa cidade, a joia de Minas Gerais
História, igrejas lado a lado, ruas antigas e passeios acessíveis fazem desta cidade uma escolha certeira para viajar por Minas
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
09/07/2026
Mariana tem uma força que não depende de pressa nem de exagero. Primeira vila, primeiro bispado e primeira capital de Minas Gerais, a cidade reúne história, arquitetura religiosa, ruas antigas e passeios que cabem bem em um roteiro de fim de semana. Para quem busca uma viagem cultural com bom custo-benefício, ela entrega muito sem exigir deslocamentos complicados.
Por que as “igrejas gêmeas” chamam tanta atenção?
O apelido costuma aparecer por causa da composição da Praça Minas Gerais, onde a Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo ficam próximas, criando uma das cenas urbanas mais conhecidas de Mariana. Elas não são idênticas, mas formam um conjunto visual forte, junto da antiga Casa de Câmara e Cadeia.
Esse é um daqueles lugares em que o visitante entende Mariana sem precisar de muitas explicações. A praça reúne religião, poder público, arte e memória em poucos passos, o que facilita bastante para quem quer conhecer pontos importantes sem montar um roteiro cansativo:
Igreja de São Francisco de Assis;
Igreja de Nossa Senhora do Carmo;
Casa de Câmara e Cadeia;
Praça Minas Gerais;
conjunto arquitetônico protegido.
O que faz Mariana ser uma viagem de bom custo-benefício?
Mariana costuma funcionar bem para quem quer uma experiência histórica forte sem depender de grandes gastos. Muitos atrativos ficam no centro e podem ser conhecidos a pé, o que reduz deslocamentos internos e permite aproveitar melhor o tempo. Além disso, a cidade está a cerca de 107 km de Belo Horizonte, segundo a página de roteiros do turismo de Minas Gerais.
Outro ponto favorável é a variedade de visitas em uma área relativamente compacta. A Catedral da Sé, por exemplo, aparece no portal de turismo de Minas Gerais com visita paga, valor informado de R$ 5,00 na página consultada, mas é sempre importante conferir antes de ir, pois horários e preços podem mudar.


Igreja histórica de Mariana MG vista pela janela azul, com montanhas ao fundo em destaque - Foto: Igor Souza
Por que Mariana é tão importante para Minas Gerais?
Mariana não é apenas uma cidade bonita do período colonial. O turismo oficial de Minas Gerais destaca que ela foi a primeira vila, primeiro bispado e primeira capital do estado, além de ser considerada a primeira e única cidade do período colonial mineiro com traçado urbano projetado.
Essa informação muda a forma de caminhar pelo centro. Cada rua, largo e igreja ajuda a contar uma parte da formação política, religiosa e urbana de Minas, especialmente para quem deseja entender o estado além dos destinos mais repetidos:
primeira vila de Minas Gerais;
primeiro bispado do estado;
primeira capital mineira;
cidade com traçado urbano planejado no período colonial;
centro histórico tombado pelo Iphan.
O que visitar além da Praça Minas Gerais?
A Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, conhecida como Catedral da Sé, é uma das paradas mais importantes. Além da função religiosa, ela guarda o órgão Arp Schnitger, instrumento construído no início do século XVIII e instalado em Mariana em 1753, segundo o portal de turismo de Minas Gerais.
O centro histórico também permite incluir outras paradas sem transformar a viagem em maratona. Para quem gosta de cultura, fé e arquitetura, a cidade oferece um roteiro concentrado, fácil de adaptar ao tempo disponível:
Catedral Basílica da Sé;
Rua Direita;
Museu Arquidiocesano de Arte Sacra;
Igreja de São Pedro dos Clérigos;
Museu da Música;
casario do centro histórico.


Praça Minas Gerais em Mariana com igrejas históricas, pelourinho e arquitetura colonial mineira - Foto: Igor Souza
Mariana combina com bate-volta ou fim de semana?
Combina com os dois, mas o fim de semana permite olhar a cidade com mais calma. Em um bate-volta, o visitante consegue circular pelo centro e conhecer os pontos principais. Com uma noite na cidade, dá para incluir visitas internas, caminhar sem pressa e aproveitar melhor a atmosfera histórica.
O bom custo-benefício aparece justamente nessa flexibilidade. Mariana pode ser a viagem principal ou entrar em um roteiro com Ouro Preto, já que o portal de turismo de Minas Gerais costuma apresentar as duas cidades em roteiros integrados de cidades coloniais.
+ Leia também: Turistas trocam o agito das cidades grandes pelo sossego desse destino
Vale colocar Mariana no próximo roteiro?
Vale, principalmente para quem procura uma viagem com conteúdo histórico real, boa caminhada e atrativos próximos entre si. Mariana não precisa competir com Ouro Preto para ser interessante. Ela tem importância própria, ligada à origem de Minas, à religiosidade, à música sacra e ao planejamento urbano colonial.
No fim, o encanto da cidade está menos no excesso de atrações e mais na qualidade do conjunto. As igrejas lado a lado, a Catedral da Sé, as ruas antigas e a memória da primeira capital fazem de Mariana uma escolha madura para quem quer viajar por Minas com mais sentido e menos correria.


Igreja Matriz da Sé em Mariana com fachada histórica, casario colonial e janelas coloridas ao lado - Foto: Igor Souza
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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