Escondida na Serra do Espinhaço, a Cachoeira do Tabuleiro é a 3ª maior do Brasil

Uma queda d'água de mais de 270 metros despenca de um paredão avermelhado em formato de coração, escondida numa das serras mais antigas do país

Escrito por:
Igor Souza

Publicado em:
30/07/2026

Placa do mirante diante de paredões rochosos na região da Cachoeira do Tabuleiro
Placa do mirante diante de paredões rochosos na região da Cachoeira do Tabuleiro

Placa do mirante diante de paredões rochosos na região da Cachoeira do Tabuleiro - Foto: Igor Souza

Entre trilhas de terra e paredões rochosos da Serra do Espinhaço, uma queda d'água de 273 metros surpreende quem chega ao distrito de Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro. O volume de água que despenca em queda livre garante à Cachoeira do Tabuleiro o posto de mais alta de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil, atrás apenas de outras duas quedas do país. Apesar do tamanho, o lugar segue relativamente pouco movimentado se comparado a outros destinos de natureza do estado.

O que faz da Cachoeira do Tabuleiro a maior queda d'água de Minas Gerais?

Os 273 metros de queda livre colocam a cachoeira à frente de qualquer outra formação semelhante no estado, e o volume de água que cai de uma só vez impressiona mesmo quem já visitou outras quedas do país. A altura é medida a partir do topo do paredão até a base, onde a água encontra um grande poço natural.

Esse conjunto de características rendeu à cachoeira o título de terceira maior queda d'água do Brasil, atrás apenas de formações ainda mais extensas em outras regiões. Para quem pesquisa cachoeiras pelo país, o nome da Cachoeira do Tabuleiro costuma aparecer logo nas primeiras posições dos rankings especializados.

Como é a paisagem em volta da queda d'água?

A água despenca de um paredão de tons avermelhados, esculpido pela natureza em um formato que lembra um coração quando observado de determinados ângulos. Na parte alta da formação, outras quedas menores e pequenos lagos completam o cenário antes da água ganhar velocidade rumo à base.

Alguns elementos ajudam a entender por que a paisagem chama tanta atenção de fotógrafos e visitantes:

  • Paredão rochoso de coloração avermelhada;

  • Quedas menores e lagos na parte alta da formação;

  • Poço natural na base, com 18 metros de profundidade;

  • Blocos de pedra que cercam o poço principal.

A cachoeira já foi eleita a mais bonita do país

O reconhecimento da Cachoeira do Tabuleiro não se resume à altura. O Guia Quatro Rodas, uma das publicações mais respeitadas do turismo nacional, já elegeu a queda d'água como a mais bonita do Brasil em duas edições consecutivas do guia.

Em 2012, o reconhecimento veio também da própria Estrada Real: a cachoeira recebeu mais de 40 mil votos populares e foi eleita uma das sete maravilhas do circuito, ao lado de outros pontos históricos e naturais espalhados por Minas Gerais.

O acesso à cachoeira passa por um parque municipal com regras próprias

A queda d'água fica dentro do Parque Natural Municipal do Tabuleiro, criado pelo Decreto Municipal nº 158, de 1998, e regulamentado posteriormente pela Lei Municipal nº 2.063, de 2013. A administração do parque estabelece regras de visitação para preservar a área e controlar o fluxo de turistas.

Antes de planejar a visita, vale conhecer as principais regras de funcionamento:

  • Ingresso cobrado a R$ 10 por pessoa;

  • Limite diário de 200 visitantes;

  • Funcionamento das 8h às 17h;

  • Centro de visitantes com estacionamento e banheiros.

Quais trilhas existem dentro do parque?

O parque organiza o acesso à cachoeira em três trilhas diferentes, cada uma levando a um ponto de vista específico da formação. Essa divisão ajuda a distribuir os visitantes e a adequar o passeio ao tempo e à disposição física de cada grupo.

As opções disponíveis atualmente são:

  • Trilha do Mirante, com vista panorâmica da queda;

  • Trilha do Alto da Cachoeira, mais longa e exigente;

  • Trilha do Poço da Cachoeira, até a base da formação.

+ Leia também: O cenário que você precisa visitar pelo menos uma vez na vida

É preciso contratar um guia para visitar?

Para as trilhas do Mirante e do Poço, a contratação de guia não é obrigatória, já que os percursos são mais curtos e sinalizados dentro da estrutura do parque. A trilha do Alto da Cachoeira, no entanto, exige mais atenção por causa da extensão e da dificuldade do terreno.

Antes de decidir qual trilha seguir, alguns cuidados fazem diferença:

  • Levar água e protetor solar em qualquer uma das opções;

  • Contratar guia local para a trilha do Alto da Cachoeira;

  • Verificar o horário de funcionamento antes de sair;

  • Respeitar o limite diário de visitantes do parque.

Igor Souza

Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.

Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare
Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare

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