Entre 2024 e 2025, a Igreja Matriz de Capim Branco passou por melhorias que renovaram sua aparência atual

Melhorias concluídas entre 2024 e 2025 renovaram uma igreja no interior de Minas Gerais, perto de Belo Horizonte, que segue como parte da rotina da cidade

Escrito por:
Leonardo Coelho

Publicado em:
26/09/2026

A Igreja Matriz de Capim Branco, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, ganhou parte da aparência que conhecemos hoje depois de uma fase de pintura concluída em setembro de 2024, resultado de campanhas de arrecadação e ações entre amigos promovidas pela paróquia. Localizada a cerca de 57 quilômetros de Belo Horizonte, no interior de Minas Gerais, a cidade guarda, ao redor dessa igreja, histórias que atravessam gerações.

As melhorias recentes marcam a fase atual da Igreja Matriz de Capim Branco

Antes dessas ações, a igreja já cumpria seu papel como principal templo católico da cidade, mas a pintura e a estrutura pediam atenção havia tempos. As campanhas de arrecadação promovidas pela paróquia resultaram na conclusão da pintura em setembro de 2024. Em abril de 2025, a comunidade apresentou novos projetos de ampliação do templo, e, em maio de 2025, a cidade viveu outro momento marcante: o retorno do cruzeiro histórico da antiga matriz.

Desde então, a Igreja Matriz se tornou ainda mais um ponto de referência na rotina da cidade, usada tanto para celebrações religiosas quanto como marco visual do centro. A praça em frente ao templo reforça essa importância, funcionando como espaço de convivência para os moradores. Esse conjunto de melhorias, somado aos novos projetos em andamento, segue moldando a aparência atual da igreja.

Por que a igreja foi construída de costas para a entrada da cidade?

Uma curiosidade chama atenção de quem chega pela primeira vez a Capim Branco: a Igreja Matriz foi erguida com os fundos virados para a entrada principal da cidade, e não para a fachada, como costuma acontecer. A explicação está ligada a uma expectativa que não se confirmou com o tempo. Alguns elementos ajudam a entender essa decisão de construção:

  • A crença, à época da construção, de que a cidade cresceria em direção à BR-040;

  • O crescimento real, que acabou acontecendo no sentido do município de Matozinhos.

Com o passar dos anos, a cidade se expandiu mais para o lado de Matozinhos do que em direção à rodovia. Isso fez da orientação da igreja um detalhe curioso, contado até hoje por quem conhece a história local. Ao descer o morro, quem chega vê primeiro a parte de trás do templo antes da fachada principal.

Igreja Matriz de Capim Branco, MG, com fachada alaranjada, palmeiras e cruzeiro de madeira em frente
Igreja Matriz de Capim Branco, MG, com fachada alaranjada, palmeiras e cruzeiro de madeira em frente

Igreja Matriz de Capim Branco, MG, com fachada alaranjada, palmeiras e cruzeiro de madeira em frente - Foto: Igor Souza

Capim Branco carrega tradições que vão além da fé

Além da vida religiosa em torno da Matriz, Capim Branco também é conhecida por características que fazem parte do dia a dia da cidade. A produção de alho ajudou a construir uma identidade ligada ao campo, enquanto a agricultura orgânica ganhou espaço nas propriedades da região. Essas atividades convivem com o calendário de festas que movimenta o município ao longo do ano.

O Carnaval do Boi da Manta é um dos exemplos mais conhecidos dessa vida cultural, reunindo moradores e visitantes em uma festa própria da cidade. Junto com a Praça da Matriz, esses eventos reforçam a ideia de que a identidade local vai muito além do templo católico. Alguns elementos ajudam a resumir essa outra face de Capim Branco:

  • Produção de alho como atividade tradicional do campo;

  • Agricultura orgânica em expansão nas propriedades rurais;

  • Carnaval do Boi da Manta, um dos eventos mais conhecidos da cidade;

  • Praça da Matriz como ponto de encontro no centro.

Vista lateral da Igreja Matriz de Capim Branco, MG, com palmeiras e cruzeiro sob o céu azul
Vista lateral da Igreja Matriz de Capim Branco, MG, com palmeiras e cruzeiro sob o céu azul

Vista lateral da Igreja Matriz de Capim Branco, MG, com palmeiras e cruzeiro sob o céu azul - Foto: Igor Souza

O que a zona rural de Capim Branco guarda sobre essa história?

No bairro Matos de Cima, na zona rural do município, é possível encontrar marcas ainda mais antigas dessa relação entre fé e história local. Uma capela centenária dedicada a Nossa Senhora da Conceição segue de pé na região, ao lado de um cruzeiro erguido em frente a ela. Segundo a tradição oral, esse cruzeiro foi produzido e transportado até o local por mãos escravizadas:

  • Capela centenária de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Matos de Cima;

  • Cruzeiro erguido em frente à capela, ligado à tradição oral da região;

  • Cruzeiro do Morro, feito com madeira transportada há cerca de 200 anos;

  • Região antes habitada por indígenas e por pessoas escravizadas trazidas por Simeão Lopes.

Essas construções simples, feitas de madeira e pedra, resistiram ao tempo e ainda aparecem em relatos sobre a formação de Capim Branco. Elas mostram que a história da fé no município é mais antiga do que a própria Igreja Matriz. Juntas, essas referências ajudam a entender a origem da região além do centro urbano.

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Quais outros marcos religiosos completam esse roteiro?

Além da capela de Matos de Cima e dos cruzeiros da zona rural, outro ponto se destaca na paisagem de Capim Branco: o Cruzeiro do Barão. Erguido por volta de 1910 em terras de um morador conhecido como Chico Barão, o monumento foi uma homenagem à Santa Cruz. Sua localização no bairro Jardim Planalto garante uma vista ampla sobre boa parte das belezas da cidade.

O Cruzeiro do Barão foi tombado como patrimônio municipal em 2009 e passou por um processo recente de restauração. Ao longo do ano, o monumento recebe visitantes em datas específicas ligadas à tradição religiosa da cidade. Duas datas concentram boa parte dessas visitas:

  • 3 de maio, Dia de Santa Cruz;

  • Sexta-feira da Paixão, dia da Via-Sacra;

  • Saída da procissão às quatro da manhã, partindo da Igreja Matriz.

Letreiro “Eu Amo Capim Branco” em praça arborizada no centro de Capim Branco, MG
Letreiro “Eu Amo Capim Branco” em praça arborizada no centro de Capim Branco, MG

Letreiro “Eu Amo Capim Branco” em praça arborizada no centro de Capim Branco, MG - Foto: Igor Souza

Leonardo Coelho

Leonardo Coelho é um viajante e entusiasta de experiências culturais que revelam a alma do mundo, mantendo sempre vivo o orgulho de suas raízes mineiras. Busca enxergar a física e a química nas nuances da natureza, transformando o movimento da vida em descobertas. Apaixonado pela estrada, encontra seu propósito ao transmitir cada detalhe, sabor e fenômeno que presencia, conectando pessoas através da arte de explorar e sentir o real.

Foto do autor Leonardo Coelho sorrindo, com terno e parede branca ao fundo
Foto do autor Leonardo Coelho sorrindo, com terno e parede branca ao fundo

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