Eleita a 7ª casa mais inusitada do mundo por uma emissora de TV, essa escultura fica em Cordisburgo e tem tema indiano
Uma escultura gigante de elefante, com tema indiano e nome de divindade hindu, colocou uma pequena cidade mineira entre as mais inusitadas do mundo
Escrito por:
Leonardo Coelho
Publicado em:
16/09/2026
Uma escultura em formato de elefante, erguida na entrada de Cordisburgo, chamou a atenção de uma emissora de televisão a ponto de entrar em um levantamento sobre as casas mais inusitadas do mundo. A obra ficou em sétimo lugar nessa lista, ao lado de construções de outros países. Batizada de Lakshmin, em referência a uma divindade hindu, a peça carrega um tema indiano que reforça seu caráter fora do comum dentro do interior de Minas Gerais.
Uma escultura de elefante colocou Cordisburgo no mapa das curiosidades mundiais
A Escultura Casa Elefante fica na Rua São José, bem na entrada da cidade, e costuma ser o primeiro ponto turístico que os visitantes encontram ao chegar em Cordisburgo. Feita em formato de elefanta, a obra impressiona pelo tamanho: são 8,5 metros de altura e 12 metros de comprimento. Quem passa por Cordisburgo dificilmente segue viagem sem parar para registrar a cena.
Foi justamente essa combinação de escala e criatividade que chamou a atenção da Rede Record de televisão, responsável por um levantamento sobre construções incomuns ao redor do mundo. A escultura mineira ficou em sétimo lugar na lista, o que trouxe ainda mais visibilidade ao ponto turístico. A visitação acontece diariamente das 8h às 17h, com taxa de dois reais para adultos e um real para crianças, valores que mantêm o local acessível para quem passa pela cidade.


Casa Elefante em Cordisburgo, MG, construção inusitada em formato de elefante com temática indiana - Foto: Igor Souza
Por que a escultura tem tema indiano?
O escultor responsável pela obra decidiu incluir uma camada extra de identidade visual à peça, seguindo uma temática indiana. Isso significa cores fortes, brilho nos detalhes e adornos que remetem à cultura da Índia, mesmo em um ponto turístico dentro do interior de Minas Gerais. A elefanta recebeu inclusive um nome ligado a essa referência cultural.
O nome escolhido foi Lakshmin, uma referência direta à divindade hindu associada à vitória e ao sucesso. Detalhes como brincos e desenhos pintados nas unhas reforçam esse conceito e dão à escultura um acabamento cuidadoso, longe de qualquer improviso. Alguns elementos ajudam a entender essa escolha estética:
O nome Lakshmin, ligado a uma divindade hindu da vitória e do sucesso;
Brincos incorporados ao desenho da escultura;
Unhas pintadas de bege, com desenhos decorativos;
Uso de cores fortes e elementos que remetem à cultura indiana.
O escultor por trás da obra também deixou outras marcas na cidade
A Escultura Casa Elefante é obra do escultor e mestre de obras Stamar de Azevedo Júnior, conhecido na região como Tazico. Antes de criar o elefante, ele já havia deixado sua marca em outro ponto turístico de Cordisburgo, feito com a mesma técnica. Foi justamente essa experiência anterior que abriu caminho para um projeto ainda maior:
O Zoológico de Pedras Peter Wilhelm Lund, também criado por Tazico;
A Escultura Casa Elefante, construída a partir dessa mesma experiência.
A construção da casa elefante levou cerca de dez anos até chegar ao ponto de acabamento atual, sempre conduzida pelo próprio Tazico. Segundo ele, a ideia surgiu como uma forma de divulgar seu próprio trabalho como escultor. O resultado acabou virando um dos símbolos mais reconhecidos de Cordisburgo. Hoje, turistas de diferentes partes do país procuram a cidade especialmente para conhecer essa obra de perto.


Casa Elefante em Cordisburgo, MG, vista de frente com estrutura gigante em formato de elefante - Foto: Igor Souza
Dicas práticas para organizar a visita à Casa Elefante
Quem chega a Cordisburgo encontra a Escultura Casa Elefante logo na Rua São José, na entrada da cidade, o que facilita incluí-la como primeira parada do roteiro. O pagamento da entrada é feito em dinheiro, direto no local, e o valor simbólico ajuda a manter a conservação da obra. Além de fotografar a fachada, os visitantes podem entrar na escultura e subir até um mirante na parte superior, de onde dá para ter uma vista privilegiada da cidade.
Como Cordisburgo é pequena, dá para montar um roteiro completo em um único dia, unindo a Casa Elefante a outras atrações que ficam a poucos minutos dali. Essa proximidade entre os pontos turísticos é um dos motivos que tornam o município um destino cada vez mais procurado por quem busca turismo cultural e histórico pertinho de Belo Horizonte. Alguns pontos ajudam a planejar melhor a visita:
Pagamento da entrada feito em dinheiro, direto no local;
Visita dá acesso ao interior da escultura e a um mirante na parte superior;
Funcionamento diário, das 8h às 17h;
Fácil de combinar com Museu Casa Guimarães Rosa, Portal Grande Sertão, Zoológico de Pedras e Gruta de Maquiné no mesmo dia.
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O que mais Cordisburgo oferece para quem visita a região?
Além da escultura, Cordisburgo carrega outro título importante: é a cidade natal do escritor João Guimarães Rosa, nascido em 27 de junho de 1908. A casa onde ele nasceu e viveu parte da infância hoje funciona como museu, reunindo objetos pessoais como máquina de escrever e outros pertences. Próximo dali, uma escultura chamada Portal Grande Sertão homenageia a obra Grande Sertão: Veredas. O escritor é considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira, o que reforça o valor cultural desse roteiro.
A cidade também guarda outra atração natural conhecida internacionalmente: a Gruta de Maquiné, explorada cientificamente pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund. Com menos de 10 mil habitantes e a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, Cordisburgo reúne, em um espaço pequeno, atrações que vão da literatura à natureza. Alguns pontos resumem bem essas outras belezas da região:
Museu Casa Guimarães Rosa, na casa onde o escritor nasceu;
Escultura Portal Grande Sertão, em homenagem a Grande Sertão: Veredas;
Gruta de Maquiné, estudada pelo naturalista Peter Wilhelm Lund;
Zoológico de Pedras Peter Wilhelm Lund, também assinado por Tazico;
Distância de cerca de 120 quilômetros até Belo Horizonte.


Estação ferroviária de Cordisburgo, MG, com o nome da cidade preservado na fachada histórica - Foto: Igor Souza
Leonardo Coelho
Leonardo Coelho é um viajante e entusiasta de experiências culturais que revelam a alma do mundo, mantendo sempre vivo o orgulho de suas raízes mineiras. Busca enxergar a física e a química nas nuances da natureza, transformando o movimento da vida em descobertas. Apaixonado pela estrada, encontra seu propósito ao transmitir cada detalhe, sabor e fenômeno que presencia, conectando pessoas através da arte de explorar e sentir o real.


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