Com 273 metros de queda livre, a Cachoeira do Tabuleiro é a mais alta de Minas Gerais
Uma queda de mais de 270 metros em salto único vira desafio de trilha para quem busca conhecer o maior recorde de altura entre as cachoeiras do estado
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
26/09/2026
Uma parede de rocha de mais de duzentos metros despenca água o ano inteiro em pleno interior mineiro. A Cachoeira do Tabuleiro soma 273 metros de queda livre e ocupa o posto de queda-d'água mais alta de Minas Gerais, um título que atrai caminhantes e curiosos para uma região ainda pouco urbanizada da Serra do Espinhaço. O acesso não é imediato, mas a paisagem ao longo do caminho já justifica parte da viagem para quem gosta de trilha.
A queda de 273 metros garante à cachoeira o posto de mais alta de Minas Gerais
O volume de água despenca em um único salto vertical, sem interrupções no meio do caminho, o que reforça a marca de 273 metros de queda livre. Esse tipo de formação é mais raro do que cachoeiras em degraus, nas quais a água perde altura em etapas menores ao longo do percurso.
A escala da queda chama atenção mesmo de longe, e o barulho da água costuma ser ouvido antes de o visitante avistar a cachoeira por completo. É esse conjunto de altura, volume e formação em queda única que sustenta o título de cachoeira mais alta do estado, à frente de outras quedas conhecidas da Serra do Cipó e de regiões vizinhas.
Onde fica a Cachoeira do Tabuleiro?
A cachoeira está localizada na Serra do Espinhaço, em uma área hoje protegida como parque estadual, na região de Conceição do Mato Dentro. O relevo é marcado por afloramentos rochosos e vegetação de campo rupestre, características comuns a essa porção da serra mineira, que se estende por diversos municípios do centro-norte do estado.
Por ficar dentro de uma unidade de conservação, o acesso à cachoeira segue regras específicas de visitação, o que ajuda a preservar tanto a vegetação do entorno quanto o próprio curso d'água que alimenta a queda. Em alguns períodos, a visitação pode ser limitada por questões de segurança ou manejo ambiental, o que reforça a importância de buscar informação atualizada antes de sair de casa.


Capela histórica em Milho Verde, Minas Gerais, com portas azuis e céu claro - Foto: Igor Souza


Vista da Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, MG, com mão em primeiro plano - Foto: Igor Souza
Como é a trilha até a queda-d'água?
Chegar à base da Cachoeira do Tabuleiro exige caminhada por trilha considerada longa e exigente, com trechos de subida e descida em terreno irregular. Antes de encarar o percurso completo, vale conhecer as opções de acesso mais usadas por quem visita a região:
Trilha completa até a base da cachoeira, indicada para quem já tem experiência em caminhadas longas,
Trecho inicial percorrido de moto-táxi ou veículo 4x4, reduzindo parte da distância a pé,
Caminhada apenas até pontos intermediários, para quem prefere um percurso mais curto.
Independentemente da opção escolhida, é recomendável sair cedo e levar água suficiente, já que boa parte do trajeto fica exposta ao sol.
É possível ver a cachoeira sem enfrentar a trilha mais longa?
Quem não quer ou não pode encarar a descida até a base tem a opção de conhecer a cachoeira a partir de um mirante, alcançado por um trecho de caminhada mais curto. Dali, dá para ter uma noção da altura da queda, mesmo sem chegar à parte de baixo.
Essa alternativa costuma ser procurada por famílias com crianças ou por quem viaja com pouco tempo disponível, além de quem prefere reservar energia para outras trilhas da região em outro dia. Antes de optar pelo mirante, vale considerar:
Confirmar com guias locais qual ponto oferece a melhor vista da queda,
Levar calçado fechado, já que o acesso ainda envolve trecho de trilha.
+ Leia também: O cenário que você precisa visitar pelo menos uma vez na vida
O que mais o entorno da cachoeira oferece?
Além da queda principal, a região reúne poços naturais formados pelo mesmo curso d'água, usados para banho em trechos onde a correnteza é mais fraca. Esses poços costumam ser um dos destinos finais de quem faz a trilha completa até a base da cachoeira, funcionando como recompensa depois do esforço da descida e da futura subida de volta.
A proteção da área como parque estadual também preserva nascentes e trechos de mata que abastecem o rio responsável pela queda. Entre os elementos mais citados por quem visita a região estão:
Poços naturais para banho na base da cachoeira,
Trechos de mata preservada ao longo da trilha,
Formações rochosas típicas dos campos de altitude,
Nascentes que alimentam o curso d'água da região.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


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