Bate e volta perfeito de BH: como aproveitar o melhor deste destino em apenas um dia

Perto da capital, um roteiro histórico reúne igrejas, teatro antigo, chafariz, museu e comida típica em um passeio de um dia

Escrito por:
Igor Souza

Publicado em:
16/06/2026

Sabará é uma das melhores escolhas para quem quer sair de Belo Horizonte sem enfrentar uma viagem longa. A cidade fica a cerca de 19 km da capital, segundo o Instituto Estrada Real, e reúne centro histórico, igrejas do século XVIII, teatro antigo, chafariz, museu e tradição gastronômica. Em apenas um dia, dá para montar um roteiro com conteúdo, caminhada leve e tempo suficiente para sentir a cidade sem pressa.

Por que Sabará funciona tão bem para um bate e volta?

A grande vantagem de Sabará é a proximidade. Quem sai de BH consegue chegar cedo, circular pelo centro histórico e voltar no fim do dia sem transformar o passeio em cansaço. Essa distância curta permite aproveitar melhor o tempo, principalmente para quem quer uma viagem cultural sem depender de hospedagem.

O roteiro fica mais interessante quando começa pelo centro, onde estão alguns dos principais pontos históricos da cidade. Para organizar melhor a visita, vale pensar em uma sequência simples:

  • Centro Histórico;

  • Rua Dom Pedro II;

  • Matriz de Nossa Senhora da Conceição;

  • Teatro Municipal;

  • Chafariz do Kaquende;

  • Museu do Ouro.

O que conhecer logo pela manhã?

A manhã combina com as igrejas e ruas antigas, quando o movimento costuma ser mais tranquilo. A Matriz de Nossa Senhora da Conceição é uma das principais referências de Sabará e aparece entre os atrativos listados pela Prefeitura, junto de outros bens ligados ao patrimônio histórico local.

Antes de seguir para outros pontos, vale incluir também a Rua Dom Pedro II, antiga Rua Direita. A Prefeitura informa que esse conjunto reúne construções importantes, como o Solar do Padre Correia, a Casa Azul, o Sobrado de Dona Sofia e a Casa da Ópera, atual Teatro Municipal:

  • Matriz de Nossa Senhora da Conceição;

  • Rua Dom Pedro II;

  • Solar do Padre Correia;

  • Casa Azul;

  • Sobrado de Dona Sofia.

Esse trecho ajuda o visitante a entender Sabará além das igrejas. A cidade guarda uma estrutura urbana antiga, onde moradias, espaços públicos e vida religiosa aparecem muito próximos.

Capela de Nossa Senhora do Ó em Sabará, Minas Gerais, com fachada branca e detalhes vermelhos
Capela de Nossa Senhora do Ó em Sabará, Minas Gerais, com fachada branca e detalhes vermelhos

Capela de Nossa Senhora do Ó em Sabará, Minas Gerais, com fachada branca e detalhes vermelhos - Foto: Igor Souza

O Teatro Municipal merece entrar no roteiro?

Merece, porque ele é um dos pontos mais surpreendentes da cidade. A Prefeitura de Sabará apresenta a antiga Casa da Ópera, atual Teatro Municipal, como o segundo teatro mais antigo do Brasil em funcionamento, com prédio inaugurado em 1819.

Essa parada mostra que Sabará teve uma vida cultural importante, e não apenas religiosa. Em um bate e volta, o teatro funciona como uma pausa estratégica no roteiro: fica no centro, tem valor histórico e ajuda a variar a experiência entre igreja, rua antiga, arquitetura e memória artística.

Onde encaixar o Chafariz do Kaquende?

O Chafariz do Kaquende pode entrar depois das visitas centrais, como uma parada curta e cheia de significado. Segundo o turismo oficial de Minas Gerais, ele abastece a cidade desde 1757, com água vinda de uma nascente do Morro de São Francisco.

O interessante é que o chafariz revela uma parte mais cotidiana da história. Ele não fala apenas de arte ou religião, mas de abastecimento, circulação de moradores e tradição popular. No roteiro de um dia, ele combina bem com estes pontos próximos ou complementares:

  • Chafariz do Kaquende;

  • Centro Histórico;

  • Igreja de Nossa Senhora do Ó;

  • Museu do Ouro;

  • ruas antigas do entorno.

Igreja Matriz de Sabará, em Minas Gerais, com torres históricas e telhado colonial e árvores
Igreja Matriz de Sabará, em Minas Gerais, com torres históricas e telhado colonial e árvores

Igreja Matriz de Sabará, em Minas Gerais, com torres históricas e telhado colonial cercado por árvores - Foto: Igor Souza

Dá para incluir gastronomia no mesmo dia?

Dá, e essa é uma parte importante da visita. Sabará também é conhecida por suas tradições gastronômicas, especialmente a jabuticaba e o ora-pro-nóbis. O turismo oficial de Minas destaca o Festival da Jabuticaba e o Festival do Ora-pro-nóbis como eventos ligados à identidade local.

Em um bate e volta, o ideal é reservar o horário do almoço para comer com calma e não tratar a cidade apenas como uma sequência de visitas rápidas. Sabará funciona melhor quando o visitante intercala patrimônio, caminhada e comida mineira, sem tentar ver tudo correndo.

+ Leia também: Turistas trocam o agito das cidades grandes pelo sossego desse destino

Como fechar o passeio sem perder o melhor da cidade?

Para fechar o dia, o Museu do Ouro é uma boa escolha para quem quer entender melhor a relação de Sabará com o ciclo do ouro. A cidade aparece no turismo oficial de Minas como um dos primeiros povoamentos do estado e guarda igrejas do século XVIII ligadas ao barroco e ao rococó.

Uma forma prática de montar o roteiro é deixar o fim da tarde para uma caminhada final pelo centro, revisitando ruas e pontos próximos sem obrigação de entrar em todos os lugares. O passeio de um dia pode seguir esta lógica:

  • manhã dedicada às igrejas e ruas antigas;

  • meio do dia reservado para almoço;

  • tarde com teatro, chafariz e museu;

  • caminhada final pelo centro histórico.

Sabará não precisa de um roteiro complicado para valer a viagem. A força do bate e volta está justamente em sair de BH, encontrar uma cidade histórica completa a poucos quilômetros e voltar com a sensação de ter conhecido uma parte essencial de Minas.

Casa histórica em Sabará, Minas Gerais, com fachada em arcos, cores rosadas e detalhes coloniais
Casa histórica em Sabará, Minas Gerais, com fachada em arcos, cores rosadas e detalhes coloniais

Casa histórica em Sabará, Minas Gerais, com fachada em arcos, cores rosadas e detalhes coloniais - Foto: Igor Souza

Igor Souza

Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.

Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare
Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare

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