A menos de 1 hora de BH e ninguém leva a sério: Itabirito merece o seu sábado

A menos de uma hora de Belo Horizonte, uma cidade da Estrada Real reúne um pico de mais de 1.500 metros, cachoeiras de 70 metros e história de mineração

Escrito por:
Igor Souza

Publicado em:
28/07/2026

Muita gente de Belo Horizonte dirige horas atrás de cachoeira e trilha sem perceber que tem um pico de mais de 1.500 metros quase no quintal. Itabirito fica a menos de uma hora da capital, no meio do Quadrilátero Ferrífero, e costuma ser vista só como cidade de passagem rumo a Ouro Preto. É um erro: entre montanhas, quedas d'água e história de mineração, ela dá conta de um sábado inteiro sem dificuldade.

A que distância Itabirito fica de BH?

A proximidade é um dos maiores trunfos da cidade. Itabirito fica a cerca de 55 quilômetros de Belo Horizonte, o que permite chegar em menos de uma hora por rodovia. A cidade está praticamente na metade do caminho entre a capital e Ouro Preto, que fica a menos de 50 quilômetros dali.

Essa posição facilita muito a vida de quem quer um passeio de um dia, e ajuda a explicar por que a cidade rende como destino de sábado:

  • A menos de uma hora de carro do centro de Belo Horizonte.

  • No caminho para Ouro Preto, boa para combinar com a região.

  • Dentro do Quadrilátero Ferrífero, cercada de montanhas.

A cidade nasceu no coração do Quadrilátero Ferrífero

A história de Itabirito está ligada ao ferro e ao ouro desde o começo. A cidade cresceu no chamado Quadrilátero Ferrífero, uma das regiões de mineração mais importantes do país, e fez parte do antigo caminho dos bandeirantes e, depois, da Estrada Real. Dois elementos resumem bem essa herança:

  • A ligação com a mineração, marca da região até hoje.

  • A passagem da Estrada Real, rota histórica do ouro mineiro.

Essa origem aparece no centro da cidade e nos arredores. A igreja matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem e o casario antigo lembram o período colonial, enquanto as serras ao redor mostram o relevo típico de uma região moldada pela extração de minério ao longo dos séculos.

Fachada histórica da estação ferroviária de Itabirito, MG, com pintura amarela, detalhes vermelhos
Fachada histórica da estação ferroviária de Itabirito, MG, com pintura amarela, detalhes vermelhos

Fachada histórica da estação ferroviária de Itabirito, MG, com pintura amarela, detalhes vermelhos e telhado colonial - Foto: Igor Souza

É possível subir o Pico do Itabirito?

Aqui vale um aviso importante para não frustrar a viagem. O Pico do Itabirito, formação de hematita de 1.568 metros, é o grande símbolo da cidade e um bem tombado, mas não dá para subir livremente até o topo. A base fica em plena área de mineração, com forte circulação de caminhões, e o acesso é restrito.

A principal exceção acontece uma vez por ano. No dia 15 de novembro, o chamado Dia do Pico, uma caminhada organizada por uma entidade ambiental local sobe até o alto em homenagem ao cartão-postal da cidade. Fora dessa data, o jeito é apreciar o pico de longe, a partir dos mirantes e das estradas da região.

Quais cachoeiras valem o passeio?

Quem prefere água a altitude também tem opções de sobra. Itabirito e seus distritos concentram várias cachoeiras, algumas com poços bons para banho e trechos onde dá para praticar rapel. A mais famosa é a Cachoeira Chicadona, com quedas que chegam a cerca de 70 metros de altura.

Além dela, vale colocar no radar outras quedas espalhadas pela cidade e pela zona rural:

  • A Cachoeira Chicadona, com quedas de até 70 metros e ótima para rapel.

  • A Cachoeira Carrancas, entre as mais conhecidas da região.

  • A Cachoeira das Borboletas, boa para banho.

  • O distrito de Acuruí, procurado por quem gosta de cachoeiras.

Passaporte da Estrada Real aberto exibindo carimbos de Itabirito e outras cidades sob o sol
Passaporte da Estrada Real aberto exibindo carimbos de Itabirito e outras cidades sob o sol

Passaporte da Estrada Real aberto exibindo carimbos de Itabirito e outras cidades sob o sol - Foto: Igor Souza

Itabirito também é ponto de esportes ao ar livre

As montanhas da cidade não servem só para admirar a vista. O Alto do Cristo, um morro de cerca de 1.179 metros, virou palco de atividades ao ar livre justamente por causa da altura e da posição privilegiada. De lá também se tem uma boa visão da paisagem ao redor.

É comum a região receber campeonatos de ciclismo de montanha e de descida, além de concursos de pipa que aproveitam o vento no alto. Somadas às trilhas e às cavalgadas pela zona rural, essas atividades fazem de Itabirito um destino interessante para quem gosta de se mexer.

+ Leia também: Turistas trocam o agito das cidades grandes pelo sossego desse destino

Vale a pena reservar um sábado para Itabirito?

Para quem mora em Belo Horizonte ou está de passagem pela região, a resposta costuma ser sim. Em um único sábado, dá para juntar natureza, esporte e história sem precisar dirigir muito. Uma forma simples de montar o dia é escolher entre algumas experiências principais:

  • Subir o Alto do Cristo para a vista panorâmica da região.

  • Passar a tarde em uma das cachoeiras da região.

  • Visitar o centro histórico e a igreja matriz.

  • Encarar uma trilha ou uma cavalgada pela zona rural.

  • Fechar o passeio com a comida típica mineira da cidade.

Não é preciso fazer tudo no mesmo dia. Justamente por estar tão perto de Belo Horizonte, Itabirito permite voltar mais de uma vez, escolhendo entre as montanhas, as cachoeiras ou o centro histórico. Para um sábado, já é motivo de sobra para tirar a cidade da lista de passagem.

Queda d'água e grandes rochedos caindo em um poço verde na Cachoeira de Carrancas, Acuruí Itabirito
Queda d'água e grandes rochedos caindo em um poço verde na Cachoeira de Carrancas, Acuruí Itabirito

Queda d'água entre grandes rochedos caindo em um poço verde na Cachoeira de Carrancas em Acuruí, Itabirito - Foto: Igor Souza

Igor Souza

Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.

Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare
Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare

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